terça-feira, 27 de março de 2007

Os pássaros noturnos não existem. Apenas na imaginação daqueles que transbordam durante a noite. Também não existe o duplo de mim. Nem o espelho que me copia a imagem. Nem os livros que fabrico. Tudo em estado de latência. Apenas uma breve sombra. Uma foto riscada como um fósforo. Não há pios noturnos para quem se arrisca a desatinar o ouvido pela madrugada. Talvez, apenas a solidão ensurdecedora do copo abandonado pela metade.
foto de ivana debértolis

5 comentários:

Danilo Nakamura disse...

Minha vez: então você tem um blog? Também lhe farei visitas.

Anônimo disse...

Não diria sempre, mas de quando em quando se sentir assim é muito bom.

Eliane.

Guto Melo disse...

Vai dizer isso pro Cortázar... Gostei da foto riscada.

anjobaldio disse...

Seu novo Blog e suas imagens maravilhosas. Já adorava seus poemas desde "12 Poetas de Londrina". Grande abraço,
Nelson.

MaicknucleaR del los Santos Angeles disse...

Karen, já disse que sou seu fan?