sábado, 30 de maio de 2009

Sá&Guarabira&ZéRodrix

Acabei de assistir a um especial com Sá, Guarabira e Zé Rodrix na TV. A gravação de um dos últimos shows que reuniu os três. Aprendi a gostar do rock rural deles com a minha irmã Miriam. E ao longo de muitos anos ouvi o som dos caras. Zé Rodrix certamente vai fazer falta, mas tudo que ele produziu vai aliviar o vazio.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

Anderson Casagrande + Kazuo Ohno



Um dos meus grande amigos, daqueles de mais de " 20 anos", está na cidade e irá apresentar em vídeo a performance que fez em homenagem ao centenário do mestre do butoh, Kazuo Ohno. O bailarino Anderson Casagrande, radicado na Alemanha há mais de uma década, é o destaque de hoje da programação do evento Debandada, organizado pela fotógrafa e chefe da Divisão de Artes Pláticas da Casa de Cultura da UEL, Fernanda Magalhães. Ele apresenta o vídeo da perfmance de dança " Ofélia" que foi realizado no estúdio de Ohno, em Yokohama, no Japão, onde ele permaneceu por três meses no ano de 2007. A edição final do vídeo é da equipe da Kinoarte de Londrina realizada a partir das imagens captadas por uma cineasta japonesa.O evento começa `as 18h30, na JK, 1973. HOJE: 29/05.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Palestra Hoje!




Tenho um encontro hoje (28/05) com os estudantes do curso de Música da Universidade Estadual de Londrina a partir das 16h. O convite foi da amiga, professora e compositora Fátima Carneiro. A palestra com o tema "Palavra e Música" será na sala 678 no CECA, no prédio da Música, no campus da universidade. Vou falar sobre a relação da minha produção com outras linguagens como as artes plásticas e fotografia e, principalmente, a música. Uma pequena amostra também de meu novo trabalho " A mulher das palavras" , um cd que será lançado no próximo semestre. Apareçam por lá pra gente papear.

* imagem de Cintia Sarri - capturada no Google Images

domingo, 24 de maio de 2009

Lançamento

A Secretaria de Estado da Cultura do Paraná editou o livro com os premiados no Concurso Helena Kolody de poesia do ano passado. Os livros chegaram em minha caixa de correio esta semana. Na coletânea um dos poemas que já publiquei anteriormente no blog, mas que destaco nesta postagem novamente.

Impermanência


não tem mais nada
em cima da mesa
as cartas
viraram cinzas
as letras
perdidas
em algum lugar
da casa
palavras desencontradas

tudo se foi
apenas a cadeira
permanece ali
navegando no mar
do assoalho escuro
os dois gatos
na poltrona azul
os seus olhos
o porta retrato de vidro

tudo apenas
um desenho mental
que refaço
no assoalho de madeira
perto da porta de saída




quarta-feira, 20 de maio de 2009

4.0



















Ontem eu fiz 40. Há 20 anos atrás, esta data e idade eram apenas uma abstração. Eu nem mesmo poderia imagina qual a sensação e como eu estaria aos 40, nem se chegaria a completar estas quatro décadas. É um sentimento estranho porque tenho agora exatamente a idade a qual minha mãe tinha quando nasci. E nestas horas, não tem como não fazer um balanço da trajetória de vida. É inerente `a data. Principalmente, para mim que aprendi a gostar, nos últimos catorze anos, a comemorar o aniversário. E, justamente, nesta quarta década passei os festejos com os meus, na maior parte do tempo, calada por conta de uma alergia na traquéia que me levou embora a voz . Remédios e uma dose de paciência - difícil para uma taurina - para retomar a possibilidade de falar.

Foto by Fernanda Magalhães

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cozinha & letras


Eu gosto muito de cozinhar. Tem sido uma das minhas tarefas diárias por força das circunstâncias, mas não tem se tornado uma rotina cansativa, enfadonha. É tão instigante quanto escrever. Temperar um molho com a mesma intensidade que se tempera uma frase. Gosto de cozinhar com uma trilha sonora. Seja qual dia for. Seja um novo cd, seja a trilha que está no meu notebook, seja assobiando entre um afazer e outro pela cozinha afora. `As quintas, o cardápio é sempre especial. Este é o dia em que minha mãe vem almoçar em minha casa. Eu aprendi a arte da culinária com ela. Enquanto cozinhava no cotidiano, durante a minha infância, ela me levava no colo e eu acompanhava todos os seus movimentos e aprendia, inconscientemente, receitas. Lembro dos petisquinhos e dos privilégios em saborear as primeiras colheradas de uma comida justamente por estar ali com ela diariamente. Foi assim que apurei meus sabores. Tenho retomado esta convivência `as quintas. Fazemos juntas o almoço e aproveito para experimentar receitas sob sua supervisão. Minha mãe é uma mulher suave e delicada no preparo da comida. E com uma intuição para a mistura de sabores que é invejável. Hoje cozinhamos ao som de André Mehmari. Foi lindo.

foto by Fernanda Magalhães


terça-feira, 12 de maio de 2009

Bruno Morais again















O compositor e cantor Bruno Morais lança nesta quinta- feira (14 de maio) no Sesc Pompéia, em São Paulo, `as 21h, o seu novo CD " A vontade superstar" . Bruno é londrinense e vive em sampaulo há vários desenvolvendo seus projetos musicais. Ele também assina a produção de meu CD de poesia e música - " A mulher das palavras" que será lançado no segundo semestre. Abaixo um texto de Rómulo Fróes sobre o novo disco cujas faixas você pode conferir aqui http://www.myspace.com/brunomorais



A Vontade Superstar


Ao colocarmos o disco pra tocar, somos recebidos por um som de tear que tece uma trama desconhecida. Em descobrir quais fios compõem essa trama e quais os sons formam sua trilha é que consiste o prazer de ouvir o novo disco de Bruno Morais, A Vontade Superstar.

O primeiro fio a ser reconhecido é seu canto. Bruno é antes de mais nada um excelente cantor, cada vez mais raros em nossa música. Se por um lado ele aprendeu direito as lições da Bossa Nova, especialmente no que se refere ao volume de sua voz, sua interpretação muitas vezes não controla o que parece transbordar em sua música: uma verdade e uma emoção que extrapola sua voz contida. É dessa aparente contradição, entre uma voz pequena, mansa, colocada e um sentimentalismo um tanto exagerado, que nasce a beleza de seu canto. Bruno puxa do fundo de seus pulmões todo o ar que precisa para cantar o que seu coração grita, mas controla sua emissão, pois parece acreditar falar mais alto falando baixinho, ao ouvido, confortando a quem o ouve. “Não vamos chorar, não vamos olhar pra trás e não vamos fugir”, proclama em Hino dos corações partidos (Bruno Morais/Tomás Meireles/José Ricardo Passetti), faixa que abre o disco, uma pequena e delicada carta de intenções endereçada àqueles que queiram acompanhá-lo em sua viagem musical.

O disco segue seu bordado e outro fio a compor seu tecido sonoro é o próprio som. Gravado em épocas e estúdios diferentes, o disco conta com um número impressionante de participações, algo próximo de 40 pessoas entre músicos e técnicos. Organizar e dar um caráter a essa avalanche musical de origens muito diversas é o grande mérito da produção comandada por Guilherme Kastrup e Bruno Morais. A sonoridade do disco reflete muito o modo como Bruno se relaciona com a música e o seu desejo de agregar referências e personalidades musicais diferentes.Isso fica claro já na segunda faixa do disco, A vontade (Bruno Morais/Ivana Debértolis), ao lindo arranjo de sopro composto por Tony Chang, do coletivo neozelandes Fat Freddy's Drop, Bruno contrapõe o não menos belo solo de trombone do brasileiro Bocato. A matriz jazz encontra acentos diferentes no som de cada um e nesta junção de sotaques reside a força da canção.

Um exemplo ainda mais radical de um certo enfrentamento entre universos musicais distintos acontece em O mundo é assim, a obra prima de Alvaiade. A batida triste do samba do mestre portelense é transposta para as bandas marciais de New Orleans e seu ritmo marcante traduzido nos beats eletrônicos de Vitamin D, produtor que já trabalhou entre outros, com 50 cent, Jurassic Five e Blackalicious. A tragédia do samba é atravessada por uma sensualidade e uma ironia na voz de Bruno que canta qual um crooner de cabaré, acompanhado não pelo coro abrutalhado das pastoras do samba, mas de harmonias vocais típicas das cantoras de soul. Bruno ainda flerta com a música eletrônica, mas desta vez ela toma caminhos diferentes de seu disco de estréia Volume zero(2005). Se naquele podemos dizer que era mesmo seu assunto principal, em A vontade Superstar ela está à serviço da canção, sendo mais um instrumento do arranjo, produzindo camadas de som que enriquecem o conjunto de cada faixa. Um bom exemplo disso é Planos (Bruno Morais/Marcela Biasi), em que XXXChange, produtor, Dj e um dos fundadores do grupo de electro-rap Spank Rock, que também trabalhou para artistas como, Beck,Thom Yorke e Justin Timberlake, comanda os teclados e programações como mais um músico da banda e o faz de maneira intensa, conferindo à faixa um clima quente, um ar de sedução e altas doses de romantismo, diferente de uma certa frieza comum à música eletrônica.

O grande som do disco, como já disse, está à serviço da canção, e ela à serviço da vontade de Bruno, essa vontade estampada no título e que assume voz própria nos conduzindo pelos destinos do disco, lugares que não conhecemos mas que sua descrição nos aproxima e nos faz querer conhecer. “Você não sabe quanta coisa eu trouxe de lá, de onde você nunca vai estar, um anel de mares, uma multidão de flores e uma estória nova pra você contar” é a Boa Nova (Rafael Fuca/Bruno Morais) que nos conta e é dessa esperança que se impregna seu disco, dessa confiança em dias melhores, ainda que se envelheça a cada dia e cada mês, voltando ao samba de Alvaiade. Essa boa nova, essa esperança, parece ter origem em uma crença quase espiritual, de uma espiritualidade sem religião, nas pessoas e nas forças do bem. Bruno constrói seu escudo à prova de más vibrações. Em Do Inferno 2 (Bruno Morais) alerta: “você, provavelmente, deve ter vindo do inferno pra me atazanar, você vai ver, gente assim não vai pra frente, estaciona, não sai do lugar”, ao mesmo tempo em que cita a melodia de Se Deus Me Ouvisse, sucesso de Almir Rogério nas vozes de Chitãozinho e Xororó. Se por um lado mostra intimidade com o cancionero mais popular, demonstra também seu conhecimento com o mundo do samba mais trágico, do samba mais triste, com uma original interpretação de Pode Sorrir, dos grandes Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. Na versão de Nelson, ainda que o sujeito da canção diga saber quando uma mulher quer abandonar o lar e que por isso não lhe causa surpresa quando ela o faz, no fundo, pede, implora pra que ela não o faça passar por essa humilhação. Bruno inverte o sentimento da canção e parece mesmo estar feliz com sua partida, carrega em sua voz uma certa arrogância e escracho num canto bêbado em comemoração de sua liberdade. O samba como autoria também aparece no disco em Hoje Eu Vou Te Acordar (Romulo Fróes/Bruno Morais), sobre uma melodia triste, Bruno escreve mais uma vez sobre um mundo idealizado, possível em seus sonhos,“matei um amigo, pra te acordar, lancei aviões no céu, escrevi o teu nome no ar”.

Há em quase todas as faixas do disco um tipo de ordem, de comando, o sujeito da canção exala sabedoria, tenta organizar a vida a seu modo e segue apresentando seus argumentos a quem queira ouví-lo,“eu que não sei o que digo, acordei tão sabido, querendo falar”,“você vai ver, gente assim não vai pra frente”,“não pense meu amor, não há tempo, não há o que pensar”,“abra os olhos, reconheça”,“pode sorrir pra quem você quiser”. Antes de ser autoritária, é uma voz firme, quase paterna. Nasce da música de Bruno Morais essa voz, que lança sua crença para esta paisagem distante, para o mundo idealizado da canção. Ao nos apresentar esse outro mundo, da nova música brasileira, A Vontade Superstar nos faz crer que dias melhores virão. Na verdade já chegaram.

Romulo Fróes



domingo, 3 de maio de 2009

Trilhas para todos os dias

Há muito tempo, descobri aventurando-me pelo universo de sons disponíveis na internet o austríaco Parov Stelar. Ele mistura jazz com o velho e bom rock and roll com música eletrônica. Um trabalho maravilhoso que tenho ouvido insistentemente nos últimos dias. Aqui vai um vídeo dele que está disponível no youtube.




sexta-feira, 1 de maio de 2009

Para dias chuvosos


O tema da umidade tem sido uma obsessão.
Eu não conheço Londres, mas esta música tem feito parte da minha trilha sonora.
Está no cd do Hotel Costes assinado por Stephane Pompougnac.