sexta-feira, 31 de julho de 2009

Eu tô pensando....

Tudo está meio estranho...não sei se eu perdi algum lance e não consigo entender uma parte da história...um pedaço do puzzle...então, lembrei desta música do Karnak:

Eu tô voando

Eu tô vendo muita gente triste
Eu tô vendo muita gente feliz
Eu tô vendo um passarinho bonito
Tomando água no chafariz

Eu tô vendo muita gente com ódio
Eu tô vendo muita gente com amor
Eu tô vendo um mendigo doente
Tomando pinga pra passar a dor

Daqui do céu da prá ver tudo
Os continentes desse mundo

Eu tô vendo a morte passando
Eu tô vendo a vida passar
Eu tô vendo uma girafa grande
Eu tô vendo o palhaço chorar

Eu tô vendo um piolho, uma pulga
Eu tô vendo um cachorro coçando
Eu tô vendo um vendaval gigante
Eu tô vendo o cabrito mamando

Daqui do céu dá prá ver tudo
Os continentes desse mundo

Eu tô vendo muita confusão
Homem briga por religião
Eu tô vendo o santo respirar
Na igreja católica
Eu tô vendo o pai de santo ali
Eu tô vendo o laminha sorrir
Eu tô vendo o rabino pensando
Como as coisas podem existir

Daqui do céu da prá ver tudo
Os continentes desse mundo

Nesse exato momento eu tô voando
Eu tô voando









terça-feira, 21 de julho de 2009

Ave, KarnaK

Uma das mais inventivas bandas paulistas dos últimos anos, sem dúvida, é a Karnak. Uma criação do genial André Abujamra. A saga da banda mais divertida do país se transformou em um filme - O Livro Multicolorido de Karnak - produzido pela Marluco Visão e agora disponível na internet. Confira no link abaixo:


O Livro Multicolorido de Karnak from Marluco on Vimeo.

sábado, 18 de julho de 2009

sem título



















Os
pés da nuvem entraram na casa logo pela manhã.
Os cabelos pretos encacheados dos pés da nuvem espalharam a luminosidade pela sala inteira.
Os
pés da nuvem e seu corpo tomaram o espaço do que estava ausente num instante.
A voz dos
pés da nuvem arrepiaram a espinha dorsal.
Milimetricamente beijei cada extensão do corpo de
pés da nuvem.
Como se fosse me estender ao longo de um grande deserto avermelhado americano.



imagem capturada no google images - endereço:www.flickr.com/photos/zenog/sets/1503824/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

G. Stein

Retomei algumas leituras clássicas neste últimos meses. Clássicas no sentido de que foram fundamentais quando comecei a escrever. Fizeram toda a diferença para que a trajetória de meu trabalho/texto se delineasse. Muitos autores foram um deslumbramento e uma compreensão sobre o trabalho árduo que é o fazer literário. Me entendam, longe aqui do discurso do "trabalho árduo" acadêmico arrogante, falo do ponto de vista de escritora. Muitos autores foram retomados nestes últimos tempos como forma de reflexão e de contribuição para o amadurecimento dos projetos que estou desenvolvendo - William Burroughs e Italo Calvino foram alguns. Além é claro, da leitura ávida do livro de Rodrigo de Souza Leão. Que fez muita diferença pra mim. Outro livro que ficou na minha cabeceira foi Três Vidas, de Gertrude Stein. Eu refiz meu laços com Gertrude que havia lido intensamente, somente sua poesia, há muitos anos atrás. Gertrude tem, novamente, me mostrado possibilidades e reflexões. Estou imersa por sua voz que ecoa em minha mente.Nos Links abaixo, um pouco de Gertrude.


http://www.poets.org/viewmedia.php/prmMID/20467

quinta-feira, 2 de julho de 2009

o homem dos cachorros azuis




Eu não conheci pessoalmente Rodrigo de Souza Leão. Foi seu trabalho que me chamou atenção e a partir daí estabelecemos um tímido contato. Alguns e-mails trocados, livros trocados pelo correio. Para mim, o seu livro Todos os Cachorros São Azuis é um dos mais interessantes e melhores que li nos últimos tempos. Fiquei muito feliz quando soube que ele estava entre os finalistas do prêmio Portugal Telecom de 2009. Imediatamente escrevi-lhe um e-mail expressando a minha admiração e dizendo que estava na torcida. Hoje, Souza Leão nos deixou. Uma perda considerável para a poesia brasileira. Mente brilhante, poeta dos mais lapidados. Sempre amável nos e-mails. Sempre pronto a responder as mensagens. Quem não conhece o último livro de Rodrigo, tem obrigação de ler.