sábado, 29 de agosto de 2009

Fazendo a cabeça

Para comemorar os 40 anos do álbum Abbey Road, dos Beatles, a música que mais gosto.
Pra curtir.




sábado, 22 de agosto de 2009

Jabuti


A poeta curitibana Alice Ruiz está entre os finalistas do Prêmio Jabuti nas categorias poesia e livro infantil. Estou na torcida. Alice é uma das minhas mais importantes referências literárias. A concessão do prêmio a esta escritora que contribuiu para consolidar o que podemos chamar de poesia paranaense é um ato de reconhecimento e reverência a seu trabalho. Uma das vezes em que encontrei Alice, falei sobre um poema dela que adorava e que me parecia falar muito do universo feminino. Ela me disse que havia escrito para sua mãe. Publico aqui este poema que para mim é um dos mais tocantes de Alice:

algumas flores teimam em viver

apesar do peso
apesar da morte
apesar de algumas

que teimam em morrer
apesar de tudo

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dois presentes

Hoje recebi e-mail do leitor/ escritor Marcus Nogueira. Ele leu recentemente o livro "Guardados" e me presenteou com um poema que escreveu a partir da leitura. Obrigada! Também fiquei sabendo hoje que vou ser tia-avó. Sempre achei demais isso. Parabéns, Damaris, esperamos seu rebento pra maio do ano que vem.

Pinot Noir

(para Karen Debértolis)

Com a língua
Passo vinho
E tinjo
O mármore dos teus lábios

Para aquecer o teu beijo
E encorajar-te
A libertar o desejo
Há séculos sufocado



* publicado por Marcus Nogueira em http://www.divertimentoclarinete.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

amor

Futuros Amantes

Chico Buarque

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tratado sobre o silêncio




o silêncio
dói
muito mais
na pele do inimgo
que o grito
pousa
assim
cálido
como uma resposta
sem pontuação
deita suave
nas concavidades do ouvido
desconserta
desmancha certeza
hospeda pulgas
atrás da orelha
arma afiada
toque lancinante
estratégia zen
linguagem dos deuses
da arte da guerra





(do Cd " A mulher das palavras" que está saindo do forno)


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Parênteses para falar de um absurdo

Recebi esta semana um e-mail da escritora curitibana Luci Collin com uma matéria sobre a humilhação pela qual o escritor Paulo Sandrini passou em seu retorno da Venezuela depois de ministrar uma oficina na capital daquele país. Uma situação absurda recheada pela violência policial. Típico das ditaduras. E ele não é o único escritor que sofreu este tipo de violência. Abaixo o texto enviado pela Luci e um link de uma nota do blog do jornalista Fábio Campana.



Amarga despedida

El escritor brasileño Paulo Sandrini regresó a su país no sólo con buenos recuerdos de Venezuela y de la grata experiencia que vivió en los talleres de narrativa que dictó durante la semana pasada en el Instituto Cultural Brasil Venezuela. Lamentablemente, también se llevó un mal sabor en la boca luego de ser detenido y hostigado por las autoridades, el pasado sábado 8 de agosto, en el Aeropuerto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía.

El novelista de 38 años fue retenido por autoridades del aeropuerto junto a otro señor, y un joven profesor universitario bajo la acusación de "supuesta posesión de drogas", horas antes de su vuelo con destino a la ciudad de Brasilia.

Sandrini, quien se encontraba en la ciudad de Caracas dictando una serie de talleres literarios denominados Violenta imaginación, chequeó su boleto de viaje y su equipaje para dirigirse a la zona de embarque, cuando oficiales militares y de inmigración le solicitaron el pasaporte, su maleta de mano y colocarse frente a la máquina antidrogas.

"Me encontraba en la cola pasando con mi equipaje de mano, cuando me pararon. Sin explicaciones, me pidieron el pasaporte y me mandaron a colocarme debajo de la máquina para detectar drogas. Me hicieron pasar tres veces por la máquina y como no había desayunado, vieron que tenía el estómago vacío, entonces me llevaron a un cuarto donde me tuvieron por media hora, y luego trasladarme un hospital para tomarme una placa de Rayos X, para detectar si llevaba drogas o no en mi estómago", explicó Sandrini vía correo electrónico.

El escritor fue llevado a una clínica del Estado Vargas para realizarle el examen. Durante el trayecto, las autoridades lo llevaron a diversos sitios de Vargas sin responder a las preguntas de Sandrini, quien asegura que buscaban atemorizarlo pero se mantuvo tranquilo hasta llegar a la clínica.

"Antes de ir al hospital, los oficiales se detenían a cada rato en varios lugares para buscar comida, jugos, alcohol. Incluso, se paraban de manera innecesaria al lado del camino con el fin de retrasar el vuelo aún más de lo que ya estaba, y ponerme en una situación de terror. Era una violencia psicológica contra mi, una `Violencia institucional", sobre la cual habíamos debatido con los alumnos del taller literario. Pero yo me quede tranquilo y leía un libro dentro del carro de la policía, lo que para ellos fue un tanto incómodo", dijo.

Los militares le prohibieron a Sandrini hacer llamadas telefónicas durante el tiempo de retención. Los resultados de los Rayos X apuntaron que el escritor no poseía sustancias ilegales. Sin embargo, uno de los funcionarios buscó chantajearlo dentro de la unidad móvil.

"Me llevaron a una clínica en malas condiciones y con aparatos obsoletos. Me hicieron dos exámenes y los dos salieron negativos.

Luego me volvieron a meter en el auto y el chofer que estaba vestido de civil me pregunto en voz baja si tenía dinero. Yo le pregunté en voz alta qué fue lo que me preguntó, cosa que alertó a los otros y mantuvo al chofer en silencio", agregó Sandrini.

El autor explicó que, minutos después, fue llevado aeropuerto, mientras las autoridades realizaban llamadas a la base del ejército. Allí fue exonerado y obligado a firmar un documento que explicaba el procedimiento de las autoridades y que Sandrini no había sido molestado ni agredido físicamente.

Sandrini se suma a la lista de escritores e intelectuales que han recibido muestras de hostilidad en el aeropuerto, entre quienes cabe citar a Enrique Krauze, Mario y Álvaro Vargas Llosa y Fernando Mires.



Publicada a las 10:15 AM del 12 de Agosto de 2009 | Tal Cual



http://www.fabiocampana.com.br/2009/08/paulo-sandrini-vive-terror-em-aeroporto-na-venezuela/

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Fronteiras da pele































A poeta e tradutora Ana Ramiro está com novo livro, intitulado Fronteiras da pele (Lumme Editor, 2009), que será lançado em Londrina na próxima semana.
Ela nos dá o prazer da leitura de seus novos poemas. Durante a semana irei dando mais detalhes. Pra começo de conversa um dos poemas do livro:


BELZING BUG

Tarântula,
a mão tateia uma possibilidade

de rosto, um nome escrito
e deixado `a margem

num altar, o êxtase
em dia de festa,
vontade se deslocar
no espaço

montaria bosquímana, histeria
árica, o pastor tungue
domestica a besta

enquanro vibram no branco
tabus encarnados (uma ária),

dominam os jorros, a circulação
e expelem o veneno
pela pele,

o signo
selvagem