“Monta e desmonta” traz pequenos quadros sobre a vida de quatro mulheres. Representando estereótipos femininos, as personagens habitam um ambiente doméstico e levam a cena fragmentos da vida de mulheres que vivem e sobrevivem.
Enquanto Mary, cujo sonho de consumo é o mais novo eletro-doméstico, se esforça em ser uma dona-de-casa perfeita; Mama’s Dreams, dramática convicta e antônimo da perfeição, é uma cinquentona que relembra a juventude e reclama da vida; Doroty é mais uma menina gorda que sonha em ser bailarina para realizar os anseios da mãe; E Ermenezilda sente os lapsos de memória que os anos lhe trouxeram.
Essas personagens compõem “Monta e Desmonta”, criando assim a dramaturgia fragmentada do espetáculo. Recortes do cotidiano feminino e suas ‘feminices’. Inspirado na minha mãe, na sua avó, na irmã do seu primo, na tia do seu amigo, na vizinha da sua avó, na filha do padeiro e em você mesma.
Sobre a Pesquisa: O espetáculo nasceu a partir da pesquisa da atriz Camila Luiza vinculado ao Trabalho de Conclusão do Curso de Artes Cênicas da UEL. Esta pesquisa direciona seu olhar sob o aspecto artístico e principalmente teatral do cotidiano. E mais especificamente aos estereótipos femininos representados pela mulher.
Concepção e Direção: Camila Luiza
Ficha Técnica:
Iluminação: Thais D’Abronzo e Camila Fontes Operador de luz: Gabriela Marffe Operador de som: Dayana Fonseca Produção: Camila Fontes, Gabriela Marffe,Dayana Fonseca fotografia: Camila Fontes
local: tou teatro estréia dia 22 de maio. o espetáculo ficará em cartaz somente aos sábados e domingos até o dia 06 de maio.
(dias 22,23, 29,30 de maio e 05, 06 de junho)
capacidade 30 pessoas por apresentação. horário: 20:30 hrs
ingressos: R$ 10,00 e R$5,00 (classe artística, estudantes, aposentados e professores)
Cores e palavras são elementos de exposição de Eliane Prolik
A artista curitibana Eliane Prolik abre na próxima quinta feira (13/05), a partir das 19h, uma exposição individual na Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas , em que irá mostrar as séries “DEFÓRMICA” e “PRA QUE”. São obras com as quais a artista vem trabalhando há dois anos e que fazem parte de seu livro a ser lançado em 2010. A programação da noite inclui um bate papo sobre a obra do pintor paranaense Miguel Bakun. Eliane Prolik foi organizadora do livro Miguel Bakun: A natureza do destino” e assina a curadoria da exposição de Miguel Bakun, em parceria com Ronaldo Brito - em cartaz no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, até 15 de agosto deste ano.
Cores - A cor e a geometria no espaço são as discussões que o trabalho “Defórmica” traz à tona. Cada obra é construída por um conjunto de elementos ou réguas de vários comprimentos e cores. “Os elementos - cor, geometria e luz - são ativos no espaço e imprimem uma contínua transformação à percepção do fato visual“, explica Eliane.
Os cinco trabalhos inéditos da série que estarão expostos em Londrina são produzidos em fórmica a partir do corte preciso do material para constituir diversas possibilidades de relações e formas.
“Rápida e certeiramente, Defórmica vai direto ao ponto, o que, no caso, significa evoluir sempre em zigue-zague”, enfatiza o crítico Ronaldo Brito em texto sobre a exposição, “Defórmica anuncia a feliz possibilidade de ordens instáveis e transitórias, por isso mesmo, atraentes. Colada ao plano do mundo, em franca empatia com a matéria mais comum do mundo, ela convoca um olhar qualificado e exigente, que se renova pelo exercício constante de perceber e discriminar diferenciações formais básicas, a incluir sem distinção, com a mesma intensidade, geometria e luz.”
Palavras - Em PRA QUE, a artista utiliza palavras gravadas em placas de veículos e estabelece, assim, uma relação entre a linguagem textual e a linguagem da escultura. Na primeira instalação, produzida especialmente para a mostra em Londrina, curtas frases associam diversas questões do cotidiano da cidade.
A segunda instalação ocupará a vitrine superior da fachada da Casa de Cultura localizada na Avenida JK, podendo ser vista da rua. Esta série é constituída de mais de uma centena de placas com palavras prensadas em relevo branco abrindo a possibilidade de leituras múltiplas ativadas pelo espectador frente à obra. Nas duas instalações são utilizados substantivos e advérbios com algumas preposições e conjunções. Segundo define a própria artista, são “palavras em trânsito e movimento”.
“Se os substantivos definem e nomeiam, os advérbios ligam um a outro, atribuindo fluidez ou aspecto móvel à leitura. Pode-se pensar em subdivisões das palavras por assunto: as que remetem ao trânsito da cidade, mais diretamente, com um caráter objetivo ou externo, as que se direcionam ao sujeito, criando o campo de subjetivação e de sentidos e as que tratam da troca e da relação, ou seja, da intersubjetividade. O trabalho expõe as tensões entre público e privado, entre a cidade e o seu trânsito, entre externo e interno, objetivo e subjetivo, fixidez e mobilidade, palavra e objeto.”, ressalta a critica Joana Corona referindo-se `a obra.
A placa de automóveis, objeto utilizado na série PRA QUE, é deslocada de sua significação mais comum relacionada ao espaço urbano, à organização da identificação dos carros e ao fluxo do trânsito na cidade. No contexto do trabalho de Eliane Prolik ganha outras significações e estabelece novos códigos.
A criação destas novas significações e destes novos códigos vão ser produzidas através das palavras gravadas aliadas à quantidade e forma de disposição das placas e da interferência na arquitetura do espaço.
“No lugar do código referido, a artista insere outro “código” poético, de linguagem textual que permite um campo extenso e quase ilimitado de leitura. Cada placa, inteiramente branca, com uma palavra em relevo, tem existência em si, enquanto objeto escultórico e enquanto signo visual e textual. As palavras possuem a condensação imagética e de sentido própria da poesia, e juntas formam um conjunto de relações possíveis que potencializam uma à outra. Mas a palavra mantém, ainda, certa autonomia; não existe uma narrativa que componha um enredo com uma estrutura sequencial de leitura”, analisa a crítica.
Tanto o elemento do branco quanto a questão do trânsito urbano estão presentes no trabalho de Eliane Prolik desde a década de 1990. Em alguns deles há a recorrência direta `a utilização da palavras como o trabalho “Nada Alem” (2001) em que utiliza trechos de canções da Música popular brasileira recortados na lataria de uma Kombi branca. Ao circular com o veículo pela cidade, durante a performance do trabalho, as luzes da cidade, refletidas nos vazados, geram um movimento de letras coloridas. Este trabalho ganhou destaque, na época, na Revista Bravo!.
Sobre a artista:
Eliane Prolik
Vive e trabalha em Curitiba. Dedica-se as artes plásticas desde os anos 80, tendo participado dos eventos coletivos Moto Contínuo, Pára-Raios, Fio e das mostras Panorama do MAM-SP, Bienal Internacional de São Paulo, Arte Cidade em São Paulo, Mostra da Gravura de Curitiba entre outras. Possui obras em acervos públicos como MAM-RJ, MAM-SP, MAC-PR, MUMA, MUSA e Instituto Itaú Cultural.
Local da Oficina: Casa de Cultura UEL_Artes
Plásticas (JK, 1973) e em vários pontos da cidade
A artista carioca Paula Trope volta à Londrina para a realização da sua oficina ‘Relicários’, que acontece de 19 a 22 de maio. Sua proposta é desenvolver um projeto artístico, tendo como mote o lançamento de um olhar de natureza poética sobre Londrina,sua história e seus habitantes.
Durante a oficina, a artista colherá depoimentos em vídeo, que serão gravados dentro de uma câmera escura, levada aos principais marcos de Londrina. Essa câmera funcionará como uma pinhole, com um orifício por onde passará a imagem exterior. Lá dentro, a imagem invertida será projetada sobre as pessoasque gravarão os depoimentos.A artista convida a população a participar dessas gravações. Para tanto, os interessados devem levar fotos de seus familiares para os depoimentos.
Crítico, Curador, Professor da UFPR, Doutor em História, Pesquisador de História da arte brasileira e sobre estudos culturais relacionados a curadorias e exposições. Paulo Reis vem à Londrina para ministrar a palestra "Acerca da performance e da exposição O Corpo na cidade". A exposição em questão trata da história da performance na cidade de Curitiba, e dividida por décadas, traz exemplos significativos dessa arte efêmera realizada por 47 artistas ou grupos locais ali representados. Aqui, Paulo tratará desta experiência de curadoria e sobre o papel da performance como uma espécie de fluxo na cidade, criação de identidade e interrupção no cotidiano.
O encontro está agendado para está quinta-feira, dia 06 de maio, na Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas às 19h30. A palestra faz parte da programação do Fotolink e dos Encontros Interativos, programa permanente da Casa de Cultura.
Dia 06 de maio (quinta-feira)
Às 19h30
Local: Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas (JK, 1973)
Convocação pública para a Oficina de Paula Trope
A artista carioca Paula Trope volta à Londrina para a realização da sua oficina ‘Relicários’, que acontece de 19 a 22 de maio. Sua proposta é desenvolver um projeto artístico, tendo como mote o lançamento de um olhar de natureza poética sobre Londrina, sua história e seus habitantes.
Durante a oficina, a artista colherá depoimentos em vídeo, que serão gravados dentro de uma câmera escura, levada aos principais marcos de Londrina. Essa câmera funcionará como uma pinhole, com um orifício por onde passará a imagem exterior. Lá dentro, a imagem invertida será projetada sobre as pessoas que gravarão os depoimentos.
A artista convida a população a participar dessas gravações. Para tanto, os interessados devem levar fotos de seus familiares para os depoimentos.
Oficina Relicários com Paula Trope
De 19 a 22 de maio
Local da Oficina: Casa de Cultura UEL_Artes Plásticas (JK, 1973) e em vários pontos da cidade