terça-feira, 24 de maio de 2011

boas novas

Rebordas





tenho pensado na circularidade


nos pontos que reconvergem


a cada período


e retornam para si


como num acerto de contas


temporário


não como o discurso


recorrente


de um eterno retorno


circula


como


rota dos ventos


como


o encontro das bordas grossas e redondas


de uma piscina de imagens


que se auto referenciam


através de espelhos


e refletem a si mesmos


e aos outros que são memes


do que os origina


e refletem


até a exaustão


da repetição


dobram-se


como


flexas


setas


manipuladas


pelo arqueiro invisível









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