domingo, 19 de junho de 2011

TUDO LIBERADO!

Todas as músicas do cd de poesia A Mulher das Palavras estão disponíveis para download! 



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mais um uivo

 

Coyote chega ao número 22

Inéditos de Italo Calvino e dossiê com o poeta e letrista Geraldo Carneiro são alguns destaques do número 22 da revista editada em Londrina (PR)


"Sinto falta de radicalidade. É preciso encarar a prática poética com mais seriedade, violência e humor. Sinto falta de grandes polemistas, como Mário Faustino. Figuras que sejam capazes de tumultuar a cena poética brasileira, no melhor sentido" — diz o poeta e letrista Geraldo Carneiro, em dossiê publicado no novo número da revista Coyote, que chega às livrarias do Brasil esta semana.


    Outros destaques do número 22 são dois textos de Italo Calvino, publicados postumamente em Romanzi e Racconti (1993), inéditos no Brasil (em tradução de Eclair Almeida e Bruna Ferraz). Jerusa Pires Ferreira e Josias Abdalla Duarte introduzem e traduzem a poesia do galego Manuel Antonio (1900-1930), também inédito por aqui.

        Editada em Londrina (PR), o novo número traz ainda um conto em forma de peça teatral de Veronica Stigger (RS), a poesia nonsense de Edward Lear (1812-1888, traduzida por Vinícius Alves), contos de Sandro Saraiva (SP) e Márcia Barbieri (SP), inéditos de Paulo Moreira (RJ), Wilmar Silva (MG), Ygor Raduy (Londrina) e poemas de Solivan Brugnara (PR), estes dois últimos, novos talentos da poesia paranaense. Traz também o ensaio fotográfico "Desejo Eremita", do amazonense Rodrigo Braga. A contracapa é assinada por Beto.

      Em seu nono ano de existência, Coyote prossegue abrindo espaço para novos autores, resgatando e apresentando nomes importantes das letras e das artes, de épocas e lugares diferentes, instigando a reflexão e a criação literária. A revista é patrocinada pelo PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) da cidade de Londrina, e editada pelos poetas Rodrigo Garcia Lopes, Marcos Losnak e Ademir Assunção.

 

COYOTE 22 // 52 páginas  // R$ 5,00 (Londrina) e R$ 10,00 (outras cidades) Uma publicação da Kan Editora. Distribuição nacional Editora Iluminuras.

 Vendas em livrarias de todo o país pela Editora Iluminuras – fone (11) 3031-6161. Pode também ser adquirida pela internet através do site: www.iluminuras.com.br

COYOTE EM LONDRINA. Banca Flamengo (Mercado Municipal Shangri-lá) E Revistaria Odisséia (Rua Jorge Casoni, 2242 - Centro)

  
PATROCÍNIO: PROMIC - PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO A CULTURA – PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA - SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DE LONDRINA

  

AQUI, um poema de Geraldo Carneiro, presente em dossiê nesta edição: 

 
bazar de espantos


eu não tenho palavras, exceto duas
ou três que me acompanham desde sempre
desde que me desentendo por gente,
nas priscas eras em que era eu mesmo.
agora sou uma espécie de arremedo,
despido das minhas divinaturas.
já não me atrevo ao ego sum qui sum.
guardo no entanto em meu bazar de espantos
a palavra esplendor, a palavra fúria,
às vezes até me arrisco à palavra amor,
mesmo sabendo por trás de suas plumas
a improvável semântica das brumas
o rastro irremediável de outro verso
ou quem sabe a sintaxe do universo
 
 
(Material sobre a revista publicado no blog de Rodrigo Garcia Lopes)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Registros

Durante a apresentação do show A Mulher das Palavras no Bacanal Cultural 2ª Edição, no Garagem Hermética, no último sábado, a fotógrafa Fernanda Magalhães fez registros em vídeo que aos poucos vamos disponibilizar no canal do youtube. Hoje postamos mais um por aqui.

Sobre o cotidiano

sábado, 11 de junho de 2011


Canção de ninar para os sem coragem

 (letra: Karen Debértolis/ música: Filipe Barthem)



Desliguei o telefone, puxei da tomada a conexão com o mundo. Cortei para sempre as relações com as suas baboseiras. Pode ligar que vai dar com a porta na cara. Com o barulho intermitente do sinal de ocupado. Não quero mais o seu egoísmo. A sua esmola com dinheiro dos outros. A sua incompetência em respeitar quem mais te fez bem. Pode ligar e vai ouvir o som do abismo. O som da ausência. Do desprezo pelo que você pensa. Vai ouvir que o seu lugar já está ocupado por quem tem mais amor. Desconecte qualquer lembrança minha de seu cérebro. Não me chame de mais nada. Nem de irmão. Nem de pai. Espírito santo. Não tenho mais nome para você. Nem mesmo sobrenome. Nem um sentimento que caiba quando pensar em você. Nem mesmo pensar eu vou. Não há mais imagens do seu rosto em meu córtex. Fotografias, queimei. Até mesmo aquelas sorridentes. Não há mais sorrisos para você. A escolha foi sua. O fio entre o amor e o desprezo corta como navalha.  E o fio do telefone foi cortado.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Convites antecipados do Bacanal Cultural

 
Os convites antecipados para a 2ª ED do Bacanal Cultural
já estão sendo vendidos por apenas R$ 8 
Os pontos de venda são:  
Studio 1234 na rua Gago Coutinho, n° 152 - Bairro Aeroporto - Telefone: 3326-8041;  
La Peluqueria na rua Espírito Santo, n° 1717 - Centro - Telefone: 3344-4238
Restaurante Dona Menina na rua Guararapes, n°177 - Higienópolis -Telefone: 3029-0409

A Mulher das Palavras


Tratado sobre o silêncio

O silêncio dói muito mais na pele do inimigo que o grito.
Pousa, assim, cálido, como uma resposta sem pontuação.
Deita suave nas concavidades do ouvido.
Desconserta.
Desmancha certezas.
Hospeda pulgas atrás da orelha.
Arma afiada
Toque lancinante
Estratégia zen
Linguagem dos deuses da arte da guerra.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Mulher das Palavras

Escrever às aranhas, às moscas. Gritar nos ouvidos das paredes circulares os sentidos mais escusos. Esquecer teus olhos. Dobrar as esquinas das lembranças com pacientes passos de desagrado. Observar a simetria dos círculos. Dobrar dedos, assumir avessos, detectar misérias. Recompor teus gestos:  sentada na cama à meia noite de um dia qualquer. Milimetrar desejos, impacientando as flores deste vaso, falso jardim. Depois devolver as efígies que impregnam de passado o teu quarto e me doem na retina do olho esquerdo. O estrábico. O esquisito olho que não olha.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bacanal Cultural 11 de junho no Garagem Hermética

Bacanal Cultural 
11 de junho (sábado)
Garagem Hermética
(Av. Jorge Casoni, 2242)

Show "A Mulher das Palavras "
à meia noite

Confira a programação no videorelease:

BACANAL CULTURAL

A Mulher das Palavras volta ao palco no dia 11 de junho (sábado) para participar do Bacanal Cultural, organizado pela artista plástica Natália Turini. O evento acontece no Garagem Hermética, comandado pelo Matheus Pacheco. Confiram a programação no blog do evento: http://bacanal-cultural.blogspot.com/.


foto de Natália Lima Castro